C10. História
3º Ciclo C 10
História – Professora Sandra Aula 14
Os Iorubás
Nas terras da África ocidental viveram povos igualmente
importantes na formação cultural do Brasil; entre esses povos merecem especial
atenção os iorubás.
Os iorubás construíram uma civilização marcadamente urbana,
com cidades de ruas e avenidas retas e mercados movimentados; entre as
principais cidades iorubás daquela época estavam Ifé, Keto e Oió (capital
política).
Política e economia
A força econômica das cidades iorubás vinha, sobretudo, do
comércio; seus comerciantes (homens e mulheres) circulam por terra e pelos rios
da região em canoas carregadas de produtos da floresta (pele de leopardo,
pimenta, marfim, noz-de-cola), além de objetos de couro, metal e marfim
confeccionados por seus artesãos.
Na cidade de Oió, capital política dos iorubás, havia bairros
especializados em curtume (estabelecimento onde se curte o couro),
serralheria (oficina onde se fazem peças em ferro), fundição.
Ifé, que teve seu período de maior esplendor entre os séculos
XII e XV, era a cidade sagrada dos iorubás, sua capital religiosa, e é vista
por eles até hoje como o umbigo do Universo, local onde tudo começou. Daí a
importância espiritual de Ifé para todas as comunidades iorubás, na África e no
Brasil.
Em Ifé, o poder político e religioso era exercido pela mesma
pessoa, o oni; ele administrava a cidade, distribuía a justiça e era o
responsável pelos cultos religiosos visando às boas colheitas. Era o oni
também quem confirmava a autoridade dos líderes de outras cidades iorubás, como
Keto e Oió; quando alguém chegava ao poder tinha de se dirigir a Ifé para ter
sua autoridade confirmada por ele.
Apesar de compartilharem uma mesma língua e possuírem uma
base cultural comum, os iorubás não chegaram a compor um Estado centralizado, à
semelhança dos antigos malineses; as suas cidades eram cidades-estado ou
cidades-reino, como preferem alguns especialistas no assunto.
As cidades iorubás não formaram uma unidade política; eram
independentes umas das outras.
Aula 15
Iorubás no Brasil
Segundo o estudioso Pierre Verger, foi principalmente após
1830, quando os muçulmanos destruíram a cidade de Oió, capital política dos
iorubás, que eles foram trazidos para o Brasil como escravos, tendo entrado, em
grande número, pelo porto de Salvador. Entre os iorubás aqui chegados havia
muitos sacerdotes, príncipes, líderes políticos e artistas, que foram
empregados, sobretudo, em trabalhos urbanos e domésticos, na cidade de Salvador
e no Recôncavo Baiano. Embora trazidos à força e em condições adversas, os
iorubás fizeram história e arte em solo brasileiro.
A arte de matriz iorubá pode ser vista em várias regiões do
Brasil, mas é a Bahia seu principal polo de irradiação; lá nasceram ou vivem
alguns dos grandes nomes da música e das artes plásticas de matriz iorubá.
Na música temos vários artistas herdeiros da tradição iorubá,
como os integrantes dos blocos Olodum e Ilê Aiyê e a cantora Margareth
Menezes.
Nas artes plásticas temos nomes importantes, como os
escultores Emanoel Araújo e Mestre Didi e os pintores Carybé e Menelaw Sete
(conhecido como Picasso do Brasil).
Emanoel Araújo (1940) é escultor, desenhista, ilustrador, figurinista,
gravador, cenógrafo, pintor e museólogo. Foi professor de artes gráficas e
escultura na The City University of New York, diretor da Pinacoteca do Estado
de São Paulo e fundador do Museu Afro Brasil, em São Paulo, do qual também é
diretor-curador.
Mestre Didi (1917-2013) foi escultor e escritor baiano, expoente da arte
da matriz iorubá no Brasil.
Aula 16
Exercícios
1.
A
África é o berço da humanidade; apesar disso, sua história é pouco conhecida.
Leia as afirmações e copie em seu caderno as verdadeiras. Justifique suas
escolhas.
a)
A
África é um país com muitos povos e línguas diferentes.
b)
A
África é um continente habitado exclusivamente por povos negros.
c)
A
África é um continente com 54 países (2018) e mais de 30 milhões de quilômetros
quadrados.
d)
A
história da África negra tem ligações estreitas com a história do Brasil.
e)
Grande
parte da população brasileira descende de povos africanos.
2.
Corrija
a alternativa INCORRETA em seu caderno e justifique a sua escolha.
a)
Segundo
a tradição oral, no início do século XIII, na África ocidental, os guerreiros
mandingas liderados pelo príncipe Sundiata Keita
constituíram o Império do Mali.
b)
No
poder, Sundiata Keita converteu-se ao catolicismo e, para proteger o seu
império dos ataques dos berberes, deslocou sua capital para Tombuctu, no
nordeste do Império.
c)
O
Império do Mali era o maior produtor de ouro da África ocidental, mas sua
população praticava também a agropecuária, o artesanato e o comércio.
d)
Os
mercadores malineses (conhecidos como wangara) comercializavam sobretudo
ouro, cobre, sal e noz-de-cola.
3.
Identifique
a alternativa INCORRETA e justifique sua escolha em seu caderno.
a) A frente do povo mandinga, Sundiata
Keita venceu o povo sosso e fundou o Império do Mali.
b) No poder, Sundiata Keita converteu-se
ao islamismo, organizou o seu império e fixou sua capital em Niani.
c) O Império do Mali era pouco extenso e
teve curta duração.
d) A base da economia malinesa era a
mineração (ouro e cobre), a agricultura (milhete, inhame e algodão) e a
pecuária (bovinos, ovinos e caprinos).
4. O que explica a força e a duração do
Império do Mali?
5. Em seu caderno, copie as alternativas
verdadeiras.
Sobre
o Reino do Congo, é correto dizer:
a) Nimi-a-Lukeni recebeu o títula de
manicongo (senhor do Congo) e é considerado o herói fundador do Reino do Congo.
b) Os 12 conselheiros do manicongo eram
todos homens com idade superior a 60 anos.
c) Entre os congos, as mulheres se
dedicavam à caça, à pesca e à coleta de alimentos; já o trabalho na agricultura
era feito por homens
d) Os congos conheciam técnicas apuradas
de fusão do ferro. Segundo a tradição, o fundador do Reino do Congo era um
ferreiro, por isso os trabalhos em ferro eram reservados aos nobres.
e) A moeda do Congo era o nzimbu,
uma espécie de concha marinha obtida na ilha de Luanda; a exploração dessas
conchas era monopólio do rei.
f) Os portugueses chegaram ao Congo em
1493 e logo procuraram fazer comércio com as lideranças africanas.
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