C10. História
3º Ciclo C 10
História – Professora Sandra Aula 12
Reino do Congo
A bacia do rio Zaire, chamado de Congo pelos portugueses, era
habitada desde longo tempo por grupos bantos, como o bacongo, o luba, o lunda e
o quicongo. Segundo uma tradição, no final do século XIII, os bacongos
dominaram grupos menores falantes das línguas umbundo e quicongo. Sob a
liderança de um líder lendário de nome Nimi-a-Lukeni, eles expandiram seus
domínios por meio de guerras, alianças e da cobrança de tributos.
Nimi-a-Lukeni recebeu o título de manicongo (senhor do Congo)
e passou a ser considerado o herói fundador do Reino do Congo. Depois, edificou
seu palácio em Mbanza Congo e, a partir desse centro de poder, o Reino do Congo
passou a controlar um amplo território.
Na capital, o manicongo exercia sua autoridade com o auxílio
de 12 conselheiros, entre os quais estavam os secretários reais, os oficiais
militares, os homens da lei e os coletores de impostos, entre outros. Desses 12
conselheiros, quatro eram mulheres e representavam o clã das avós do rei.
Os congos conheciam técnicas apuradas de fusão do ferro.
Segundo a tradição, o fundador do Reino do Congo era um rei ferreiro, por isso
os trabalhos em ferro eram reservados aos nobres.
No Congo, o comércio era intenso. Da capital do Congo partiam
as caravanas que iam ao interior buscar ou levar produtos, com especial
destaque para o ferro e o sal. O ferro era extraído na província de Nsundi, no
norte do reino. Já o sal, raro e precioso, vinha das salinas de Mpinda e da
província de Ndembu, no sul.
Aula 13
Bantos no Brasil
A maioria dos milhões de africanos entrados no Brasil entre
os séculos XVI e XIX era falante de línguas bantas, como o quimbundo, o
quicongo e o umbundo. Isso ajuda a explicar por que essas línguas estão entre
as que mais influenciaram o português falado no Brasil.
Palavras bantas – Berimbau (arco musical, instrumento indispensável na
capoeira); Caçula (o mais novo dos filhos ou dos irmãos); Canjica (papa de
milho verde ralado a que se juntam leite de coco, açúcar, cravo e canela);
Carimbo (selo, sinete, sinal público com que se autenticam documentos); Cochilo
(ato de cochilar); Dendê (palmeira ou fruto da palmeira. Óleo vermelho obtido
da palmeira dendê, de grande uso na culinária religiosa afro-brasileira e
baiana; óleo de palma no português de Portugal); Fubá (farinha de milho ou
arroz); Jiló (fruto do jiloeiro, de sabor amargo); Moleque (menino, garoto,
rapaz); Quiabo (fruto do quiabeiro, muito usado na cozinha cerimonial
afro-brasileira e baiana); Quitute (petisco, iguaria de apurado sabor); Samba
(dança e música popular brasileira de compasso binário e acompanhamento
sincopado, a música que acompanha essa dança).
Jongo: herança cultural dos povos
bantos
Entre as manifestações culturais de raiz banta no Brasil está
o jongo, canta e dança coletivas que contam com percussão de tambores e
floresceu durante a expansão da cafeicultura no Vale do Paraíba fluminense e
paulista. Em 2005, o jongo foi registrado pelo Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural Imaterial do
Brasil. O jongo é praticado em todos os estados brasileiros da região sudeste e
é chamado também de caxambu.
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