T61 e T62 (EJA) ARTES

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
E.M.E.F. VEREADOR CARLOS PESSOA DE BRUM
         


     Atividade a distância da disciplina de Arte-educação das turmas T61 e T62


Arte e epidemias

     
     Olá pessoal das turmas T61 e T62 da EJA!

     Vocês devem estar se mantendo informados a respeito do coronavírus, certo?
     Observem, então a imagem abaixo:



     Aqui, vemos um grafite, feito por Tyler Street Art, na cidade de Mumbai, na Índia. Na pintura, é possível ver a representação de Buda, sentado de pernas cruzadas (posição de lótus, na yoga), com uma máscara cirúrgica encobrindo seu rosto. A máscara é um dos acessórios usados para conter o contágio por Covid-19. Em frente ao grafite, está passando uma mulher indiana, também com uma máscara. 


     As artes sempre retrataram as doenças, assim como também se dedicaram a registrar grandes acontecimentos históricos, como guerras, conquistas de territórios, ícones religiosos e descobertas científicas.

     Existem muitas pinturas medievais que contam sobre o período da peste negra, ou peste bubônica, que devastou a Europa. Para quem tem condições de acessar, vou deixar o link para um vídeo muito interessante, do Canal História e Tu, falando mais sobre a peste: https://www.youtube.com/watch?v=fI7Liy7ZdWA



     Uma das figuras mais conhecidas desde o período é o médico da peste. Na gravura a seguir, vemos um traje de proteção usado na França e na Itália, durante o século XVII. Consistia em um sobretudo até o tornozelo, máscara, luvas, botas, chapéu e um bastão. A máscara tinha abertura de vidro nos olhos e um bico curvo, como o de um pássaro, com dois pequenos respiradores na ponta. No interior do bico eram colocadas ervas com cheiro doce e forte, para afastar o mau odor.



Doutor Schnabel Von Ron, Paulus Furst de Nurember, 1656.


     Já durante a gripe espanhola, muitos artistas foram diretamente atingidos pela doença, e muitos vieram a falecer em decorrência dela, como é o caso de Egon Schiele, Gustav Klimt, Nico Parosmani. Pesquise sobre esses artistas para saber mais sobre suas obras.

     Edvard Munch sobreviveu à gripe espanhola, e durante o período de recuperação, pintou vários autorretratos, e em muitos deles se retratou com o cabelo fino, pele amarelada, e envolto em cobertores, como no quadro abaixo:




Autorretrato após gripe espanhola, Edvard Munch, 1919


     Seja no período medieval ou nos dias atuais, a arte está sempre pronta para registrar a história, e também para mostrar a visão dos artistas durante aquele período. No link a seguir, estão várias imagens capturadas ao redor do mundo, sobre como os artistas em quarentena estão enfrentando o coronavírus: https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/03/19/coronavirus-arte-reflete-impacto-mundial-da-doenca-fotos.ghtml

     Atividade:

     A partir do que foi colocado anteriormente, vamos tentar entender a importância da arte em tempos de epidemia e isolamento.
     Imagine-se, sozinho, em casa, sem poder sair. Você tem acesso a televisão, mas nela não está passando nenhum filme, nenhuma novela, nenhuma série. Você tem acesso a um computador, ou celular, mas não pode ver vídeos, ouvir música, ver fotos. Você tem uma folha à sua frente, mas não tem um lápis para escrever ou desenhar. Você não consegue dançar. Nem mesmo fazer uma selfie e colocar vários filtros, pois tudo está bloqueado. Não existem mais artistas no mundo.

     Responda com um pequeno texto (pode ser uma música ou um poema), ou então com uma obra visual (desenho, colagem, pintura ou fotografia): você consegue imaginar um mundo sem arte? Qual a importância da arte para lidarmos com momentos difíceis? Você que a arte nos ajuda a entender e superar esses momentos?

     No retorno à escola, quero ver as respostas de vocês. Lembrando o que costumo falar nas aulas: não existe desenho feio ou errado, nem mesmo uma única resposta para todas as perguntas. Usem a criatividade de vocês para responder, e quando nos reencontrarmos, vamos juntos descobrir como a arte influenciou nossas vidas durante a quarentena. 
     Um grande abraço, 


Professora Ananda


     

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