Atividade de História. C10


História                      Professora Sandra               3º Ciclo C 10


Aula 8     Povos e culturas africanas, Malineses, Bantos
Aula 9     O império de Mali – Formação do império de Mali
Aula 10    Economia malinesa; A força e o declínio do império de Mali
Aula 11   Os Bantos
Aula 12   Reino do Congo
Aula 13   Bantos no Brasil   
Aula 14   Os Iorubás; Política e economia
Aula 15   Os Iorubás no Brasil
Aula 16   Atividades


3º Ciclo     C 10
História – Professora Sandra             Aula 8

Povos e culturas africanas: Malineses, Bantos e Iorubás

A África é um continente com mais de 30 milhões de quilômetros quadrados, dezenas de países e centenas de povos com culturas e línguas singulares. Por ser o berço da humanidade e o lugar de origem dos ancestrais de milhões de brasileiros, a África e sua história têm grande importância para nós.

África; aspectos físicos

Quando observamos o mapa da África, vemos ao norte um imenso mar de areia, que tem o nome de deserto do Saara. Nesse deserto viviam povos nômades, chamados berberes, que controlavam as importantes rotas comerciais do norte africano.
Ao sul do Saara está Sahel, uma faixa de terra que vai desde o oceano Atlântico até o Mar Vermelho. No Sahel viviam povos negros chamados, genericamente, de sudaneses, como os bambaras, os fulas, os mandingas, os hauçás, entre outros. A extensa área habitada por eles era chamada de Sudão (em árabe, Biladal-Sudan, que significa “terra de negros”).
O Sudão ocidental é cortado por dois importantes rios: o Senegal e o Niger. Esses rios permitiam que os povos do Sahel tivessem água para suas necessidades básicas e também para fertilizar a terra e cultivar cereais, legumes e verduras. Além disso, serviam como via de locomoção e transporte. Em canoas ágeis feitas com troncos de árvores, os povos do Sahel transportavam as mercadorias, como sal, ouro e noz-de-cola, que chegavam em lombos de camelos, saídos dos portos do mar Mediterrâneo, ou que para lá seguiam.

 


3º Ciclo     C 10
História – Professora Sandra             Aula 9

O império de Mali

Foi justamente no Sudão ocidental, entre os rios Senegal e Niger, nas terras habitadas pelos mandingas, que se formou o império do Mali, um dos maiores e mais duradouros da história da África. Boa parte do que sabemos sobre o império Mandinga (ou do Mali) chegou até nós através dos griôs.
No passado quando um griô falecia, o seu corpo era enterrado dentro de um baobá, árvore considerada sagrada e cujos troncos são ocos. Acreditava-se que, ao enterrar o corpo de um griô nessas árvores, suas histórias e canções continuariam sendo divulgadas e conhecidas por muitos.

A formação do império Mali

Contam os griôs que tudo começou com o príncipe da etnia mandinga (etnia: grupo com modo de vida próprio, com uma história comum, falante da mesma língua e que partilha os mesmos valores), chamada Sundiata Keita. Esle e seus guerreiros venceram os sossos, seus opressores, na batalha de Kirina, em 1235. E, depois de vencer também outros povos vizinhos, fundaram o império do Mali.
Nom poder, Sundiata Keita converteu-se ao islamismo, religião criada por Maomé e cujo princípio fundamental é a crença num único Deus. Segundo alguns historiadores, ele se converteu movido pela ideia de poder participar do comércio que, na época, era controlado pelos árabes islâmicos.
No Mali, o imperador era a maior autoridade, mas ele ouvia seus auxiliares (o conselho); e, sempre que precisava tomar uma decisão importante, ouvia também dois altos funcionários: o chefe das forças armadas e o senhor do tesouro, que era responsável pela guarda dos depósitos de ouro, marfim e pedras preciosas.
Sundiata Keita preocupou-se também em proteger o império dos ataques dos berberes; por isso, deslocou sua capital para Niani, ao sul do Mali. Nas estradas que ligavam Niani à região nordeste, se formaram importantes cidades africanas, como Djenné, Gao e Tombuctu.

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